17/04/2014

Esquistossomose (Barriga D’água)

8 nov 2012 | 13:23 |

Barriga d’águaA esquistossomose é uma doença infecciosa parasitária provocada por vermes do gênero Shistosoma. Inicialmente assintomática (não apresenta sintomas visíveis), pode evoluir para formas clínicas extremamente graves.

Essa doença também é conhecida pelo nome de barriga d’água.

Podemos adquirir esse verme quando entramos em contato com água de rios, riachos, valas de irrigação, lagoas e outras áreas de água doce com pouca correnteza ou parada, onde há caramujos infectados, liberando larvas (cercárias) do Shistosoma mansoni. Uma pessoa infectada elimina ovos do verme junto com as fezes, em locais próximos de áreas com aguadas. Esses ovos, em contato com a água, perdem sua casca liberando uma larva chamada miracídio.

Os miracídios penetram no caramujo, onde se multiplicam e, entre quatro a seis semanas, começam a abandoná-lo em grande número, principalmente no horário das 10 às 16 horas, quando o calor e luminosidade são mais intensos. Nesse período, qualquer pessoa, ao entrar em contato com essa água contaminada com cercárias, poderá adquirir a esquistossomose. Após sair do caramujo, a cercária pode sobreviver por até 2 dias na água. Caramujos infectados eliminam cercárias durante toda a sua vida (aproximadamente 1 ano). As cercárias penetram no nosso corpo pela via cutânea. Nos locais de penetração poderá ocorrer intensa coceira (prurido) desencadeando irritação na pele caracterizada por vermelhidão semelhante às picadas de insetos.

Essas manifestações podem durar até 15 dias. Após penetrarem no corpo, as cercárias entram na corrente sanguínea, até atingir o coração e, em seguida, os pulmões. Retornam ao coração e, ainda através do sangue, chegam ao fígado onde se tornam adultos, acasalam e iniciam a colocação de ovos. Os ovos migram para o intestino, sendo eliminados com as fezes.

Se os ovos entrarem com água onde haja caramujo, o ciclo de transmissão se reinicia.

ATENÇÃO: O hábito de defecar ao ar livre, próximo de aguadas com a presença do caramujo, hospedeiro intermediário; a falta de destino adequado para as fezes humanas em fossas sépticas e/ou tratamento de esgoto; são as principais causas da contaminação dos caramujos e transmissão da doença. Os principais sintomas da doença na fase aguda (um a dois meses após a penetração da cercária no corpo) são: febre, dor de cabeça, falta de apetite, fraqueza, náusea, dores musculares, tosse e diarreia. Em alguns casos, o fígado e o baço podem inflamar e aumentar de tamanho. Nas pessoas que contraem os vermes pela primeira vez, os sintomas podem ser mais graves, com aumento do fígado e do baço, além do comprometimento do estado geral. Após seis meses de infecção, há risco de a doença evoluir para a forma crônica. Na forma crônica, a diarreia se torna mais constante e pode aparecer sangue nas fezes. Além disso, o paciente pode sentir tonturas, dor de cabeça, sensação de barriga inchada, coceira no ânus, palpitações, impotência, emagrecimento e endurecimento do fígado, com aumento de seu volume. Nos casos mais graves da fase crônica, o estado geral do paciente piora bastante, com emagrecimento, fraqueza acentuada e aumento do volume do abdômen, conhecido popularmente como barriga d´água.

Para prevenir a contaminação do parasita é importante que haja a identificação e também o tratamento das pessoas portadoras do parasita. O tratamento do saneamento básico e o combate ao parasita hospedeiro (caramujo) são muito importantes para que se tenha a prevenção dessa doença.

Outra medida também muito importante é a educação em saúde. É importante que a população tenha conhecimento das medidas que podem ajudar a combater e a prevenir a esquistossomose.

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Janaína Ribeiro SilvaJanaína Ribeiro Silva:

Médica veterinária CRMV-SE 0229, email:janarsvet@hotmail.com.

Consutório Vida Animal Tel.: 9977-4788

Esquistossomose (Barriga D’água)

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